Contracepção
As mulheres com dificuldade de aprendizagem são mais vulneráveis a uma gravidez não planeada. Este assunto deve ser discutido com sensatez com os doentes, a família ou os prestadores de cuidados.
Os métodos de barreira são pouco úteis. Os implantes subdérmicos parecem ser promissores neste grupo tão vulnerável. Outra opção são os contraceptivos orais dados pelo prestador de cuidados. As preparações depot acarretam um risco significativo de aumento de peso e um aumento provável do risco de osteoporose. Em algumas mulheres é colocado um dispositivo intrauterino quando fazem uma dilatação e curetagem.
A discussão da contracepção pode dar origem a alterações emocionais. Existem vários argumentos contra a contracepção:
- Informar os doentes com dificuldade de aprendizagem sobre contracepção encoraja-os a ter relações sexuais e a ser explorados por outros.
- Estas pessoas não podem compreender o significado de contracepção, portanto o que podemos fazer é protegê-los.
- A dificuldade de aprendizagem impede a compliance relativamente à contracepção.
- A contracepção aumenta o risco de abuso sexual.
- Os métodos usados nestes casos não evitam as doenças sexualmente transmissíveis.
- Todas as mulheres têm o direito de ter um filho.
Porém, também existem argumentos a favor da contracepção:
- Os adultos com dificuldade de aprendizagem têm tanto direito a ter uma relação íntima como qualquer outra pessoa e o sexo faz parte duma relação.
- A maioria das situações de dificuldade de aprendizagem é transmitida poligenicamente, e dois adultos com este problema podem ter um filho com dificuldade de aprendizagem.
- A contracepção evita que as mulheres tenham o desgosto de lhes ser retirado o filho.
- As mulheres com incapacidade de aprendizagem têm maior risco de problemas médicos na gravidez.
Não existem normas orientadoras sobre estes aspectos. Nem sequer existem orientações sobre a esterilização quando a doente não dá o seu consentimento.